O Barroco no Brasil encontrou um terreno receptivo para um rico florescimento. Fez sua aparição no país no início do século XVII, introduzido por missionarios catolicos, especialmente jesuitas, que para lá se dirigiram a fim de catequizar e aculturar os povos indigenas, no contexto da colonização portuguesa
daquelas terras vastas e virgens, descobertas pelos europeus há meros
cem anos. Ao longo do período colonial vigorou uma íntima associação
entre a Igreja e o Estado, mas como na colônia não havia uma corte e
tampouco as elites se preocuparam em construir palácios ou patrocinar as
artes profanas senão no fim do período, deriva que a vasta maioria do
legado barroco brasileiro esteja na arte sacra: estatuária, pintura e obra de talha para decoração de igrejas e conventos ou para culto privado.
As características mais típicas do Barroco, descrito usualmente como um estilo
dinâmico, ornamental, dramático, cultivando os contrastes e a expressão
emocional, mais seu caráter narrativo e sua plasticidade sedutora,
veiculam um conteúdo programático articulado com requintes de retorica e grande pragmatismo.
A arte barroca brasileira foi uma arte em essência funcional,
prestando-se muito bem aos fins a que foi posta a servir: além de sua
função puramente decorativa, facilitava a absorção da doutrina católica e
dos costumes europeus pelos neófitos - índios e logo em seguida negros -
mas também fomentava o cultivo e confirmava a fé e as tradições dos
conquistadores cristãos, que haviam chegado para dominar e explorar todo
esse grande território, impondo-lhe sua cultura. Com o passar do tempo,
os elementos dominados, neste caso mais o negro do que o índio, mais os
artesãos populares de uma sociedade em processo de integração e
estabilização, começaram a dar ao Barroco importado feições novas,
originais, e por isso considera-se que essa aclimatação constitua um dos
primeiros testemunhos da formação de uma cultura genuinamente nacional. origem do texto:http://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco_no_Brasil
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Poema a Virgem - Padre José de Anchieta Escrito pelo Padre nas areias da Praia de Iperoig em Ubatuba.
Minha alma, por que tu te abandonas ao profundo sono?
Por que no pesado sono, tão fundo ressonas?
Não te move à aflição dessa Mãe toda em pranto,
Que a morte tão cruel do FILHO chora tanto?
Por que no pesado sono, tão fundo ressonas?
Não te move à aflição dessa Mãe toda em pranto,
Que a morte tão cruel do FILHO chora tanto?
E cujas entranhas sofre e se consome de dor,
Ao ver, ali presente, as chagas que ELE padece?
Em qualquer parte que olha, vê JESUS,
Apresentando aos teus olhos cheios de sangue.
Ao ver, ali presente, as chagas que ELE padece?
Em qualquer parte que olha, vê JESUS,
Apresentando aos teus olhos cheios de sangue.
Olha como está prostrado diante da Face do PAI,
Todo o suor de sangue do seu corpo se esvai.
Olha a multidão se comporta como ELE se ladrão fosse,
Pisam-NO e amarram as mãos presas ao pescoço.
Todo o suor de sangue do seu corpo se esvai.
Olha a multidão se comporta como ELE se ladrão fosse,
Pisam-NO e amarram as mãos presas ao pescoço.
Olha, diante de Anás, como um cruel soldado
O esbofeteia forte, com punho bem cerrado.
Vê como diante Caifás, em humildes meneios,
Aguenta mil opróbrios, socos e escarros feios.
O esbofeteia forte, com punho bem cerrado.
Vê como diante Caifás, em humildes meneios,
Aguenta mil opróbrios, socos e escarros feios.
Não afasta o rosto ao que bate, e do perverso
Que arranca Tua barba com golpes violento.
Olha com que chicote o carrasco sombrio
Dilacera do SENHOR a meiga carne a frio.
Que arranca Tua barba com golpes violento.
Olha com que chicote o carrasco sombrio
Dilacera do SENHOR a meiga carne a frio.
Literatura Jessuítica
Literatura Jesuítica
Os impérios ibéricos continham em sua
expansão uma profunda ambiguidade. Ao espírito capitalista-mercantil
associavam um certo ideal religioso e salvacionista. Por essa razão,
dezenas de religiosos acompanhavam as expedições a fim de converter os
gentios.
Como consequência da Contrarreforma,
chegam, em 1549, os primeiros jesuítas ao Brasil. Incumbidos de
catequizar os índios e de instalar o ensino público no país, fundaram os
primeiros colégios, que foram, durante muito tempo, a única atividade
intelectual existente na colônia.
Do ponto de vista estético, os
jesuítas foram responsáveis pela melhor produção literária do
Quinhentismo brasileiro. Além da poesia de devoção, cultivaram o teatro
de caráter pedagógico, inspirado em passagens bíblicas, e produziram
documentos que informavam aos superiores na Europa o andamento dos
trabalhos.
O instrumento mais utilizado para
atingir os objetivos pretendidos pelos jesuítas (moralizar os costumes
dos brancos colonos e catequizar os índios) foi o teatro.
Para isso, os jesuítas chegaram a aprender a língua tupi, utilizando-a
como veículo de expressão. Os índios não eram apenas espectadores das
peças teatrais, mas também atores, dançarinos e cantores.
Os principais jesuítas
responsáveis pela produção literária da época foram o padre Manuel da
Nóbrega, o missionário Fernão Cardim e o padre José de Anchieta.
Fonte:http://www.soliteratura.com.br/quinhentismo/quinhentismo02.php
http://www.youtube.com/watch?v=R8uBLFjxGSghttp://www.youtube.com/watch?v=R8uBLFjxGSgQuinhentismo Brasileiro
http://www.youtube.com/watch?v=R8uBLFjxGSg
Pero Vaz de Caminha
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Por: Fernando Rebouças
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Escritor
português, Pero Vaz de Caminha nasceu em Porto, Portugal, em 1450.
Faleceu em 15 de dezembro de 1500, em Calecute, Índia. Trabalhou como escrivão
da armada do navegador Pedro Àlvares Cabral
Sua
família era descendente de antigos povoadores de Neiva, pertencente ao reinado
de D.Fernando. Pero Vaz de Caminha trabalhou como cavaleiro das casas de D.
Afonso V, de D.João II e de D. Manuel I.
Desenvolveu
os conhecimentos em escrita para elevar-se de posto, após ter participado da
batalha de Toro em março de 1475, no ano seguinte passou a ocupar o cargo de
mestre da Balança da Moeda, antes ocupada pelo seu pai.
Em 1497,
fora selecionado para redigir os capítulos da Câmara Municipal do Porto. Em
1500, tornou-se escrivão da feitoria de Calecute. Pero Vaz de Caminha é autor
da célebre carta do Descobrimento do Brasil, datada em 1° de maio, que serviu
como testemunho e registro histórico da nau capitânia da armada de Cabral.
A Carta
de Pero Vaz de Caminhas é a certidão de
nascimento do Brasil, sendo publicada somente no século XIX, pelo Padre Manuel
Aires de Casal, na Imprensa Régia. Faleceu em combate aos mulçumanos na
feitoria de Calecute.
Na época
de seu trabalho na Câmara do Porto, havia sido nomeado vereador, nessa fase
casou-se e teve uma filha, Isabel Caminha. Isabel casou-se com um homem
violento, que por determinadas práticas criminosas fora exilado na África. Pero
Vaz Caminha utilizou de sua influência política e de sua escrita para trazer o
genro de volta à Portugal, mas não conseguiu.
Leia a Transcrição
da carta.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pero_Vaz_de_Caminha
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u456.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pero_Vaz_de_Caminha
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u456.jhtm
Cocóricó Tu tu tu Tupi Guarani
.http://www.youtube.com/watch?v=HNF9Ga7Pwsw&list=HL1348082339&feature=mh_lolz .
historia do descobrimento do Brasil sendo contada por quadrinhos.wmv
http://www.youtube.com/watch?v=y-AQ1wVobhg&feature=BFa&list=HL1348082339
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